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Conhecemos Natureza na "Noche de los Museos" em Buenos Aires. Brasileira, mora há alguns anos em Buenos Aires. Nos apresentou alguns amigos e fomos com eles tomar cerveja e Fernet con Coca.
Foi ela quem nos acompanhou até a estação Constitucion antes de entrarmos no trem para Bahia Blanca. Muita gente nos alertou para ter cuidado por lá. Não vimos nada de errado. Apenas olhamos, encantados, as paredes enormes, as passagens em arcos, a quantidade incalculável de pessoas, os detalhes arquitetônicos e o movimento dos trens, tão estranho a brasileiros.
Conversávamos, eu e Natureza, perto do canto onde tínhamos colocado as mochilas, Fava chegava com um pancho e duas barras de Hamlet. O tempo tinha passado, tínhamos que correr até o trem.
2
Vou no centro do banco marrom com o estofamento rasgado. Ao meu lado esquerdo, na janela, um senhor baixo, que carrega uma jaqueta e várias sacolas. Seu rosto, simpático, exibe marcas de quem já trabalhou muito. Do meu lado direito, Fava observa toda aquela gente tão impressionado quanto eu.
Começo a conversar com nosso companheiro de viagem sem que nos apresentássemos. Me conta que vai ao Sul trabalhar, estava procurando em Buenos Aires, mas sabe trabalhar no campo. A familia é de Moreno, tem filhos e esposa. Fava faz Malabares ao meu lado. Um garoto de 7 anos levanta-se no banco da frente e vira para olhar as manobras, se chama Jeremias.
Muitos estrangeiros estão comprando terras lá no Sul - me conta nosso colega de banco - a terra é muito boa, pagam bem. Andam comprando no minimo 800 hectares. Não consigo imaginar quantos anos tem. Conto que vamos até Ushuaia, ele me fala de um amigo que foi para lá e nunca mais voltou a Moreno. Trabalha e ganha bem. Não consigo compreender tudo, fala muito rápido e com expressões que não conheço.
Jeremias toma conta de todas as atenções. Rosto claro, tímido, sorriso sincero. Fava o convence a pegar uma das bolas dos malabares, que arremessa em direção a ele. Ele salta garagalhadas das mais sinceras que já ouvi. Falamos de futebol. "soy de River" diz Jeremias. "un chico esperto" diz o homem ao meu lado.
Conhecemos Natureza na "Noche de los Museos" em Buenos Aires. Brasileira, mora há alguns anos em Buenos Aires. Nos apresentou alguns amigos e fomos com eles tomar cerveja e Fernet con Coca.
Foi ela quem nos acompanhou até a estação Constitucion antes de entrarmos no trem para Bahia Blanca. Muita gente nos alertou para ter cuidado por lá. Não vimos nada de errado. Apenas olhamos, encantados, as paredes enormes, as passagens em arcos, a quantidade incalculável de pessoas, os detalhes arquitetônicos e o movimento dos trens, tão estranho a brasileiros.
Conversávamos, eu e Natureza, perto do canto onde tínhamos colocado as mochilas, Fava chegava com um pancho e duas barras de Hamlet. O tempo tinha passado, tínhamos que correr até o trem.
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Vou no centro do banco marrom com o estofamento rasgado. Ao meu lado esquerdo, na janela, um senhor baixo, que carrega uma jaqueta e várias sacolas. Seu rosto, simpático, exibe marcas de quem já trabalhou muito. Do meu lado direito, Fava observa toda aquela gente tão impressionado quanto eu.
Começo a conversar com nosso companheiro de viagem sem que nos apresentássemos. Me conta que vai ao Sul trabalhar, estava procurando em Buenos Aires, mas sabe trabalhar no campo. A familia é de Moreno, tem filhos e esposa. Fava faz Malabares ao meu lado. Um garoto de 7 anos levanta-se no banco da frente e vira para olhar as manobras, se chama Jeremias.
Muitos estrangeiros estão comprando terras lá no Sul - me conta nosso colega de banco - a terra é muito boa, pagam bem. Andam comprando no minimo 800 hectares. Não consigo imaginar quantos anos tem. Conto que vamos até Ushuaia, ele me fala de um amigo que foi para lá e nunca mais voltou a Moreno. Trabalha e ganha bem. Não consigo compreender tudo, fala muito rápido e com expressões que não conheço.
Jeremias toma conta de todas as atenções. Rosto claro, tímido, sorriso sincero. Fava o convence a pegar uma das bolas dos malabares, que arremessa em direção a ele. Ele salta garagalhadas das mais sinceras que já ouvi. Falamos de futebol. "soy de River" diz Jeremias. "un chico esperto" diz o homem ao meu lado.
Olha só, encontraram uma "natureza" pela caminho. Isso pode ser sinal de sorte. Ma já aviso de antemão, esses meninos devem voltar pra casa. Não se percam pelo caminho e não se desviem da rota. Hahahahahaha..... Adoro!!!
ResponderExcluirBeijo Ju