Quase 9 da noite, o Sol de Ushuaia insiste em brilhar. Caminhamos pela orla praticamente sozinhos. Passam algumas pessoas, todas moradores voltando para casa ou fazendo exercicio. Nos sentimos bem de estar naquela paisagem. Todos os turistas já estao em seus hotéis ou na rua de trás, de onde nao se ve nada. Aqui estamos com a melhor companhia: de um lado o porto, um navio velho que agora é só a casa de muitos pássaros, mais ao fundo, muitos barcos particulares repousam silenciosamente a espera de seus donos. Mais a frente, gaivotas parecem conversar, bem ao fundo, as montanhas de uma peninsula da ilha e nuvens de todas as cores que o céu consegue fazer. Do outro lado, a paisagem impressionate de um quadro brega: a cidade com os prédios de todos os tamanhos com as montanhas nevadas ao fundo.
Continuamos caminhando, é estranho pensar em jantar enquanto tem Sol. Coisa de se fazer no hospital, jantar com Sol. Olho para o fim da rua: o cinza do asfalto se transforma no verde das arvores que parecem subir a montanha até fazer parte dela e se transformar no branco da neve que brilha lá em cima, sob o Sol que brilha à noite.
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