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A rua é de chão batido. Passa do meio-dia e muitos carros são estacionados em frente as casas: horário de almoço. A cidade está crescendo, nos, também estão construindo uma nova Universidade. As casas aparentam ser de tamanho suficiente e confortáveis. Os carros são bons, alguns muito bons. Todos que passam se cumprimentam. Existem muitas árvores nos pátios e na calçada. Uma mulher de vermelho recolhe as roupas que estavam penduradas sobre o sol forte. Alguns cachorros latem, escuta-se o vento movimentando as folhas. De dentro da casa, vem o som do reggae argentino.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Viedma
2
Hernan ajuda o pai a administrar uma empresa transportadora. O caminhão emque vamos é dles, compraram faz poucos meses, por isso ainda tem as cores do Boca. Nos conta que está voltando para casa, na ida levou um frânces e uma sueca e conheceu um casal de holandeses, ele com 70 e ela com 68 anos, ue estavam viajando de bicicleta. Conversamos sobre tudo.
Antes de chegar em Viedma, paramos para carregar o caminhão. A carga são cubos enormes de Alfafa compactada. Enquanto lembro das vezes que comi Alfafa quando estava doente, tiro fotos de tudo. A carga vai até o Porto de Bahia Blanca e depois vai para os Emirados Árabes.
Hernan vai conseguir alguém para nos levar até Bahia Blanca, de repente até Buenos Aires. Nos convida à sua casa. Conehcemos sua filha, sua irmã, seu cunhado, alguns amigos e um amigo que está morando em sua casa por um tempo. É uma noite divertida. Aprendemos o sotaque argentino, ensinamos algo de português.
Hernan ajuda o pai a administrar uma empresa transportadora. O caminhão emque vamos é dles, compraram faz poucos meses, por isso ainda tem as cores do Boca. Nos conta que está voltando para casa, na ida levou um frânces e uma sueca e conheceu um casal de holandeses, ele com 70 e ela com 68 anos, ue estavam viajando de bicicleta. Conversamos sobre tudo.
Antes de chegar em Viedma, paramos para carregar o caminhão. A carga são cubos enormes de Alfafa compactada. Enquanto lembro das vezes que comi Alfafa quando estava doente, tiro fotos de tudo. A carga vai até o Porto de Bahia Blanca e depois vai para os Emirados Árabes.
Hernan vai conseguir alguém para nos levar até Bahia Blanca, de repente até Buenos Aires. Nos convida à sua casa. Conehcemos sua filha, sua irmã, seu cunhado, alguns amigos e um amigo que está morando em sua casa por um tempo. É uma noite divertida. Aprendemos o sotaque argentino, ensinamos algo de português.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Viedma
1.
Descemos do ônibus em um posto de gasolina perto de San Antonio de Oeste. Cortesia dos motoristas do ônibus, o vento forte e a insegurança do terminal, a distância da rodovia os convenceram a fazer este favor. Conversamos com alguns motoristas no posto, não podiam nos levar: um estava com o carro cheio, outro era de San Antonio mesmo, outro estava indo para o Sul, outros dois disseram que estavam cheios mesmo que a gente conseguisse ver os bancos traseiros vazios. Cheios dentro do carro, só os olhos das esposas: de medo.
Fava terminou de fazer um cartaz escrito Viedma e quando estava caminhando até a rodovida em obras, Hernan cruzou por ele e nos disse para ir até o caminhão amarelo.
Descemos do ônibus em um posto de gasolina perto de San Antonio de Oeste. Cortesia dos motoristas do ônibus, o vento forte e a insegurança do terminal, a distância da rodovia os convenceram a fazer este favor. Conversamos com alguns motoristas no posto, não podiam nos levar: um estava com o carro cheio, outro era de San Antonio mesmo, outro estava indo para o Sul, outros dois disseram que estavam cheios mesmo que a gente conseguisse ver os bancos traseiros vazios. Cheios dentro do carro, só os olhos das esposas: de medo.
Fava terminou de fazer um cartaz escrito Viedma e quando estava caminhando até a rodovida em obras, Hernan cruzou por ele e nos disse para ir até o caminhão amarelo.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Guer Aike
"No que tu pensa quando tudo começa a dar errado?" Perguntei para o Fava depois que mais uma jornada pedindo carona tinha dado errado e estávamos dentro de um desses ônibus bons demais para o nosso bolso que tem na Argentina.
Ele me disse que não sabia a resposta que era como se sentisse toda a dúvida que um ponto de interrogação pode representar. Depois me fez a mesma pergunta. Eu disse que também não sabia e por isso havia perguntado. Na hora não me dei conta que na verdade tinha respostas demais.
Ele me disse que não sabia a resposta que era como se sentisse toda a dúvida que um ponto de interrogação pode representar. Depois me fez a mesma pergunta. Eu disse que também não sabia e por isso havia perguntado. Na hora não me dei conta que na verdade tinha respostas demais.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Esperando.
O chão frio e a parede sem cor. Só os sons são vivos. A água do chuveiro caindo sobre o corpo de alguém que assobia, o rádio que conta o que se passa, alguém gripado espirra, o cachorro bate na porta pedindo atenção. Algumas pessoas passam e perguntam se está tudo bem. Nossos novos amigos demoram para chegar em casa, nos vemos mergulhados em um prédio de Rio Gallegos.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
La "Muzza" Inspiradora
O sol finalmente despediu-se do extremo Sul. Dois viajantes entram, indagam se eles são de Israel, respondem que não. São simpáticas as pessoas do lugar. Os viajantes acomodam as mochilas e sentam-se. O cardápio é variado, demoram-se. Algumas pessoas da cozinha observam. O pedido é feito.
Quatro amigos chegam para aproveitar a noite de terça-feira. Um homem solitário, com os cabelos compridos e crespos presos, senta-se no balcão. Três homens mais velhos encostam-se na emsa do fundo, parecem ser velhos amigos.
Todo o lugar é vermelho e branco. Inúmeras garrafas de cerveja acima do balcão, quadro retrô/vintage tomam a parede, a trilha sonora é ótima, alguns clientes deixaram recados em um grande quadro branco ao fundo, há taças penduradas, as pizzas são bonitas e boas.
Tudo isso, há meio caminho do fim do mundo.
Quatro amigos chegam para aproveitar a noite de terça-feira. Um homem solitário, com os cabelos compridos e crespos presos, senta-se no balcão. Três homens mais velhos encostam-se na emsa do fundo, parecem ser velhos amigos.
Todo o lugar é vermelho e branco. Inúmeras garrafas de cerveja acima do balcão, quadro retrô/vintage tomam a parede, a trilha sonora é ótima, alguns clientes deixaram recados em um grande quadro branco ao fundo, há taças penduradas, as pizzas são bonitas e boas.
Tudo isso, há meio caminho do fim do mundo.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Paz
No começo, há uma longa estrada. Depois uma pequena senda por entre árvores perto de um pequeno rio. Seguindo em direção à nascente, ele passa a correr entre pedras. Pequenas pedras milenares. Lentamente, o rio desce a montanha. Nesta altura, o rio e as pedras tem como companhia uma vegetação de vários tons. Verde vivo e claro da planta que nasce, verde escuro e forte dos musgos que tomam conta de grandes pedras. Tons de amarelo e laranja que lembram cabelos ao vento. Essa vegetação se espalha em volta até começar a misturar-se com montanhas de rocha e neve. É como se todas as cores se misturassem até transformarem-se no branco da neve e na sobriedade da rocha.
Aqui em cima se escuta apenas a nascente do rio que brota do gelo, o eco dos passos e das vozesde quem vem até aqui e um vento bem leve.
Já não sentimos frio, apenas uma paz enorme.
Aqui em cima se escuta apenas a nascente do rio que brota do gelo, o eco dos passos e das vozesde quem vem até aqui e um vento bem leve.
Já não sentimos frio, apenas uma paz enorme.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
El Chalten
Subimos, as costas estao doendo. Uma familia sobe aos poucos, por causa das criancas que quando estao sentadas querem ficar sentadas e quando estao andando, querem subir nas arvores. Um homem com cara de europeu desce correndo. A paisagem e linda, um rio desce fazendo muitas curvas pelo vale, ate se esconder atras de uma montanha. Estamos em uma montanha que tem um bosque, do outro lado do rio, uma montanha de pedras, ao fundo, outra de pedras e neve. Caminhamos, paramos para pegar agua do rio. Um outro grupo nos alcanca e passa da gente. Um homem chega puxando duas lhamas montanha acima.
O nome dele e Dario. E guia turistico, porem nao fez a prova deste parque ainda, entao trabalha levando material para um acampamento a beira de um dos lagos do Parque de El Chalten. Europeus pagam para que alguem monte sua barraca, faca sua comida, lave suas roupas e eles se sintam acampando. Vai ficar mais um mes ou dois e seguir viagem. Sao muitos os nomades no caminho. A estrada e o maior alimento da esperanca.
O nome dele e Dario. E guia turistico, porem nao fez a prova deste parque ainda, entao trabalha levando material para um acampamento a beira de um dos lagos do Parque de El Chalten. Europeus pagam para que alguem monte sua barraca, faca sua comida, lave suas roupas e eles se sintam acampando. Vai ficar mais um mes ou dois e seguir viagem. Sao muitos os nomades no caminho. A estrada e o maior alimento da esperanca.
Viajantes, turistas.
Há uma diferença entre viajantes e turistas. No barco que navega até perto do Glacial Perito Moreno entram todos. Todos misturados, tomam seus lugares no lado de fora do barco. O barco se aproxima do Glacial, surgem câmeras de todos os lados. Todos se impressionam. O barco para, fica a deriva em frente ao gigante de gelo, mais imagens são congeladas no tempo. Fotógrafos profissionais gritam chamando para tirar a foto perfeita. Todos se mexem e se acotovelam, fotos tortas e com pedaços de cabeças atrapalhando são feitas. A euforia começa a passar. O capitão faz o barco girar 180 graus. Mais algum tempo parado deste lado, talvez para justificar o preço. Viajantes e turistas começam a se separar. Uns estão parados, observando cada detalhe. Outros começam a dizer que esta frio. Uns pensam se seria possivel nadar até lá, outros pensam que o dever foi cumprido. Uns permanecem lá fora, tentando decorar as nuances de azuis e as formas que o gelo tomou ou de que lado o vento sopra, outros estão lá dentro, afinal, está frio e o dever foi cumprido. Não são poucos, nem uns nem os outros, mas creio que a paisagem merecia mais dedicação.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Uma manhã em Rio Gallegos
Todos esperam, São sempre longos os minutos neste estado. Lá fora esperam com o vento do mar no rosto. Aqui dentro todos inventam algo para distrair o tempo. Da internet no celular ao livro sendo lido. Do sono à simples contemplação. Carros passam, ônibus chegam e vão embora. Um homem com um olho tapado por um curativo boceja, um jovem com ua touca na cabeça limpa as unhas com um canivete suiço, um turista lê um guia de turistas, mãe e filho conversam e um homem de cabelo e barba branca e olhos azuis contempla tudo com uma expressão de máxima paz. Os minutos são longos. Todos esperam.
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