quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Rodoviaria de Tacuarembo
Vento frio entrando pela porta. Sentado em um banco, escrevo. Um homem muito magro com um nariz grande e uma expressao sofrida entra pela porta. Ele carrega um guarda-chuva de uma cor estranha: algo entre um marrom claro e um amarelo "queimado". O boné em sua cabeça está molhado. Chove lá fora. Uma senhora de muita idade passa de capa e guarda-chuva pretos, ambos molhados. A touca preta enterrada na cabeça escapou da água. Baixo a cabeça para escrever, quando levanto, nosso ônibus jà chegou. Conversamos com mochileiros europeus que vao passar um ano viajando pela América Latina, querem ir até Salto agora. Os outros passageiros já subiram, hora de guardar as malas no bagageiro. Subimos, nossos lugares sao na frente, nao gosto da sensaçao que se tem aqui nas curvas. Chove e estou cansado, dormirei e logo será Paysandu.
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